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Hoje, dia 4, seria aniversário de Rosa Parks, a mulher que, com um gesto “simples”, ajudou a transformar a história dos Estados Unidos. Em um país marcado por leis que separavam brancos e negros em espaços públicos, Rosa se tornou símbolo de resistência ao se recusar a aceitar a discriminação como algo natural. Sua postura serena, aliada à coragem, mostrou que a luta por direitos também se constrói em atos cotidianos.
Em 1955, na cidade de Montgomery, no Alabama, Rosa Parks foi presa após se negar a ceder seu assento em um ônibus a um homem branco, como exigiam as leis segregacionistas da época. Sentada na área destinada a pessoas negras, ela foi pressionada a se levantar quando o veículo ficou cheio, mas decidiu permanecer em seu lugar. A recusa levou à sua detenção e gerou indignação na comunidade local. O episódio, aparentemente simples, expôs ao país a violência institucionalizada que sustentava a segregação racial.
A prisão de Rosa Parks deu início ao Boicote aos Ônibus de Montgomery, que mobilizou milhares de pessoas por mais de um ano e enfraqueceu o sistema de separação racial no transporte público. Ao longo das décadas seguintes, Parks se manteve ativa na defesa dos direitos dos afro-americanos, participando de movimentos e iniciativas contra o racismo. Em vida, recebeu diversas homenagens, incluindo a Medalha de Ouro do Congresso, em 1999. Diagnosticada com demência em 2002, Rosa faleceu em 2005, em sua casa, na cidade de Detroit. Sem filhos, deixou como herança uma trajetória marcada por dignidade, perseverança e compromisso com a justiça social.
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